Alline Coelho

Tente perceber a verdade

Publicado em


Quando o primeiro filme da trilogia Matrix foi lançado em 1999, eu tinha apenas nove anos de idade. Naquela época eu estava passando por mudanças drásticas na minha vida e talvez por este motivo ele não atraiu tanto a minha atenção.

Vinte anos depois e me dei conta de que eu ainda não havia assistido à nenhum deles. Mas ontem isso mudou. Ontem finalmente tive a oportunidade de assistir à famosa trilogia futurista e fui surpreendida com um conteúdo totalmente conectado ao momento que estou vivendo atualmente em minha vida.

O filme basicamente exemplifica o conteúdo do meu post “O Plano Material é uma ilusão“. Que surpresa boa! Os pontos estão se conectando e tudo começa a fazer cada vez mais sentido pra mim.

A grande beleza da arte do cinema é essa capacidade que ela tem de trazer para o plano físico tudo aquilo que a mente humana é capaz de pensar e imaginar.

Eu sempre amei o cinema, mas especialmente a ficção científica, em todas as suas formas. Pelo poder das ideias e pelas grandes questões existenciais que ela permite abordar, tais como: o que há lá fora? E se não estivermos sozinhos? O que pode existir universo a fora? Como seriam os seres extraterrestres? Como eles agiriam se nos encontrassem? Como será o nosso futuro? Como seria se descobrissemos possuir superpoderes? Como o nosso mundo poderia ser destruído? Nossa tecnologia vai nos destruir? Como seria a vida após a morte? entre tantas outras questões e possibilidades.

Mas acima de tudo, o que mais me encanta a respeito da ficção científica é o que nós podemos aprender com essas histórias fantásticas que ela nos permite vislumbrar. Através dela, podemos mergulhar em sérias questões existenciais, religiosas, políticas e sociais e que podem, inclusive – se vistas com o olhar certo – nos levar até mesmo à evoluir como seres humanos. Isso não é incrível?!

A ficção científica é uma forma poderosa de falar sobre todos os mistérios que nos rondam. E é isso o que a ficção científica faz de melhor. Ela levanta essas questões a nosso respeito como seres humanos, nos faz refletir e isso é muito poderoso!

(“Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento”)

Deixo aqui um dos trechos do primeiro filme da trilogia Matrix que chamou muito a minha atenção. Nesse trecho, Neo, o protagonista, é convidado por um pequeno monge a abrir a mente para que possa perceber a verdade: a de que tudo o que vemos e tocamos nesse mundo físico pode ser uma ilusão da nossa mente.

(“O todo é mente. O universo é mental”)

O pequeno monge contorce uma colher apenas com o olhar e diante do visível espanto de Neo, ele o convida a fazer o mesmo e põe-se a explicar: “Não tente dobrar a colher. Não vai ser possível. Ao invés disso tente apenas perceber a verdade: não há colher. Então você verá que não é a colher que se dobra, apenas você”:

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *