Alline Coelho

Invasão de OVNIs nos EUA

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📷 Imagem real do Incidente de OVNIs em Washington, D.C em julho de 1952

Quando eu soube da Série “Project Blue Book” do History, que é baseada em fatos reais e oficiais de avistamentos de OVNIs, me coloquei imediatamente a vasculhar a internet atrás de mais informações a respeito dos casos relatados na série e fiquei chocada com as informações que encontrei.

Em minhas pesquisas, descobri que entre os anos de 1952 e 1969, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) investigou oficialmente na Força-tarefa Project Blue Book, simplesmente mais de 12 mil casos (!) de avistamentos de OVNIs. Doze mil casos em dezessete anos, apenas em solo americano. Foram setecentos e cinco casos por ano, praticamente dois casos por dia!

Abaixo, uma gravação real do militar de alto escalão da USAF, Major Hector Quintanilla, que esteve a frente do Projeto Blue Book antes do seu “fim”. No vídeo, ele reconhece a existência do programa.

🎥 Imagens reais retiradas do US National Archives

Mas o Projeto Blue Book não foi a primeira (e nem a última) força-tarefa “ufológica” conduzida pela USAF, foi – pasmem – a QUARTA força-tarefa destinada exclusivamente para investigar Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). As quatro iniciativas foram abrigadas na Base Aérea Wright-Patterson em Ohio. Mas cada base da Força Aérea nos EUA tinha um oficial do Blue Book para coletar relatos de OVNIs.

Segundo o capitão Edward J. Ruppelt, vários generais de alto posto muito influentes da USAF estavam tão descontentes com o estado das investigações de OVNIs da Força Aérea, que desmantelaram todos os projetos anteriores, substituindo-os pelo Blue Book. Um desses generais, o general William Garland, afirmou que o assunto OVNI merecia uma investigação séria porque ele havia testemunhado algo.

Abaixo, a foto dos generais de alto posto da USAF que deram início ao Projeto Blue Book.

📷 Imagem real retirada do US National Archives

Os objetivos – públicos – do projeto eram determinar se os OVNIs seriam uma ameaça potencial à segurança nacional dos Estados Unidos e analisar cientificamente os dados coletados. Para isso, foram recolhidos e analisados milhares de notícias sobre OVNIs. Em 1952, quando as autoridades registraram mais de mil e quinhentas ocorrências, o governo aprovou uma lei que proibia militares de falarem com o público a respeito dos casos classificados como sigilosos, e a pena podia chegar a dois anos de prisão.

📷 Imagem real retirada do US National Archives

J. A. Hynek foi o astrônomo contratado pela Força Aérea Americana para ser o consultor científico do Projeto Blue Book nos anos 50. Ele ficou no cargo até o fim do projeto em 1970. Em 1973, ele fundou o “Center for UFO Studies (Cufos)”, que pregava abordagem científica séria para o assunto, e chegou a discursar sobre o tema nas Nações Unidas.

🎥 Imagens reais de uma entrevista de Hynek ao Snyder Show

Em uma de suas declarações após a sua saída da força-tarefa, Hynek, visivelmente decepcionado, relata as atitudes do último chefe a frente do projeto e deixa muito claro que a missão do Major era acabar com as investigações públicas (e consequentemente com o projeto) o mais rápido possível.

Inclusive, ainda em 1953 a CIA já havia recomendado que a Força Aérea fizesse uma campanha de desmistificação para diminuir o interesse público nos OVNIs. Eles sugeriram a infiltração de “desenganadores” na mídia (inclusive na Walt Disney Productions) tais como psicólogos, astrônomos e celebridades para ridicularizar o fenômeno e apresentar explicações simples.

Logo após essa recomendação da CIA, casos importantes passaram a ser deliberadamente desviados do Blue Book, sendo levados diretamente para o então recém criado 4602º Esquadrão de Inteligência Aérea (AISS) do Comando de Defesa Aérea. O Blue Book agora só poderia discutir casos de OVNIs com a mídia se fossem considerados como tendo uma explicação convencional. Se eles não fossem identificados, a mídia deveria ser informada apenas que a situação estava sendo analisada.

(Alguém tem dúvida de que algo muito grande foi descoberto?)

Na década de 80, Hynek confirmou que o governo omite informações ao público.

🎥 Imagens reais de uma entrevista de Hynek ao Snyder Show

O Capitão Edward J. Ruppelt, o primeiro homem a frente do Projeto Blue Book, era um piloto experiente, tendo sido condecorado por seus esforços com o Army Air Corps durante a Segunda Guerra Mundial. Ele liderou o programa Blue Book como sendo realmente uma pesquisa científica focada em responder questões sem explicação – e é lembrado como o diretor mais sério e imparcial da força-tarefa.

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Já o último homem à frente do Blue Book, foi Major Hector Quintanilla, que em contrapartida à Ruppelt, tinha claramente a missão de pôr um fim definitivo no interesse que o público tinha nos supostos discos voadores.

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Parte dos casos investigados publicamente pelo Projeto Blue Book foi classificado como fraude ou interpretação equivocada de objetos convencionais ou fenômenos naturais. Porém, 701 deles permanecem oficialmente sem explicação até hoje, mesmo após análises rigorosas.

Abaixo, o vídeo de um dos oficiais do programa reconhecendo os casos inexplicáveis.

🎥 Imagens reais do US National Archives

(Vale reforçar que depois de 1952, os casos tidos como sigilosos nem mesmo entraram na listagem pública de casos, já que era crime até mesmo falar a respeito deles).

Dos 701 casos investigados pelo Projeto Blue Book e que foram publicamente declarados como inexplicáveis, alguns merecem destaque. São eles:

(clique em cima e leia mais a respeito dos casos)

O incidente de OVNI em Roswell, Novo México em 8 de julho de 1947;

A luta de Gorman em Fargo, Dakota do Norte em 1 de outubro de 1948;

As luzes de Lubbock em Lubbock, Texas em 25 de agosto de 1951;

O Incidente de OVNIs em Washington, D.C de 12 a 29 de julho de 1952;

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Em 9 de maio de 2001 foi realizada uma das maiores e mais bem sucedidas conferências de imprensa na recente história do Clube Internacional de Imprensa de Washington DC, a coletiva do “The Disclosure Project”.

(The Disclosure Project ou O Projeto Revelação é um projeto de investigação sem fins lucrativos que está tentando expor completamente os fatos sobre os OVNIs, inteligência extra-terrestre e avançados sistemas de propulsão e energia).

Às 9 da manhã do dia 9 de maio de 2001, a coletiva foi transmitida pela internet ao vivo e segundo o presidente da ConnectLive, a empresa responsável pela transmissão de todos os eventos do Clube Internacional de Imprensa, 250.000 pessoas aguardavam o começo da conferência. (A maior transmissão até então havia sido de 25.000 conexões). A primeira hora da conferência foi “eletronicamente bloqueada”, mas eventualmente milhares de pessoas ao redor do mundo conseguiram ver.

Mais de 20 testemunhas do exercito, governo e corporações apresentaram seus testemunhos sobre claros eventos com OVNIs/Extraterrestres.

Este acontecimento deu início à Campanha Revelação que foi levada para a mídia do mundo inteiro.

Para assistir a coletiva na íntegra – o que diga-se de passagem vale muito a pena – clique no link abaixo:

The Disclosure Project em Washington, D.C. em 09 de maio de 2001.

Obs: A organização responsável pelo Projeto Disclosure é o Centro para Estudo de Inteligência Extraterrestre (CSETI). Eles afirmam ter mais de 3.000 relatos confirmados de avistamentos de OVNIs por pilotos e mais de 4.000 provas do que eles descrevem como rastros de aterrissagem. Isso se refere a incidentes onde OVNIs supostamente deixaram vestígios de evidências, como leituras eletromagnéticas, após pousarem na Terra. A organização utiliza ‘Equipes Investigativas de Mobilização Rápida’ com o objetivo de chegar aos locais de pouso o mais rápido possível. Através deste projeto, mais de 400 testemunhas vindas da comunidade de inteligência, setores militares e etc, com provas irrefutáveis, trouxeram à tona informações sobre ovnis, tecnologia extra-terrestre e o acobertamento dessas informações que acontece até hoje.

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Em dezembro de 2017, o Pentágono finalmente admitiu – quarenta e oito anos depois do encerramento forçado do Blue Book – que fez um financiamento milionário de um programa secreto para investigar a aparição de OVNIs entre os anos de 2007 e 2012.

Apesar do Departamento de Estado informar que o projeto foi encerrado em 2012, o jornal “The New York Times” confirmou com uma funcionária da entidade que o programa ainda está sendo realizado e que ele foca em relatos de militares norte-americanos que avistam objetos estranhos, que não tenham um sistema de propulsão semelhante ao nosso e que atinge altas velocidades de maneira muito rápida.

De acordo com os dados oficiais, foram gastos (até agora) US$22 milhões com o programa atual.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos surpreendeu a todos quando divulgou os três vídeos que mostram pilotos da Marinha interagindo com fenômenos aéreos não identificados. Duas das filmagens eram de janeiro de 2015, enquanto a outra era de novembro de 2004.

Os vídeos mostram os pilotos perseguindo os OVNIs, filmados com câmeras de infravermelho, que se moviam em velocidade hipersônica, a milhares de pés acima da Terra, sem asas, motores ou sinais visíveis de propulsão.

Abaixo, segue um dos vídeos divulgados pelo Pentágono. Para mim, dos três vídeos este é o mais interessante devido ao formato intrigante do objeto filmado.

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E mesmo depois de tantos fatos reais e oficiais, ainda há quem duvide do fenômeno OVNI, que descarta rapidamente a possibilidade de veracidade de casos recentes sem mesmo dar a chance, o tempo e o respeito necessários para que os acontecimentos sejam devidamente investigados e estudados.

Para mim, é surreal que mesmo diante de tantas evidências, a grande maioria da população mundial não pareça dar a mínima para a questão dos OVNIs.

Pouquíssimas pessoas se dão ao trabalho de pesquisar mais a fundo. Muito pelo contrário, além de desconhecerem a maioria dos fatos, ainda debocham das notícias atuais relacionadas a OVNIs. Basta dar uma olhada nos comentários feitos abaixo das notícias para constatar a ignorância e a falta de profundidade e respeito com o assunto.

Isso sem falar no perfil dos youtubers que se propõem a falar do assunto. Muitos são céticos demais, já outros, completamente sensacionalistas. Não há um meio termo. Todo mundo imediatista, louco pra surfar no hype e sedento por visualizações, ainda que o custo disso seja a verdade. Munem-se de argumentos rasos, com o único intuito de “lacrar” ou debochar. Afinal, fazer esse tipo de coisa hoje na internet é cool e gera muitos likes. 🤪 …😐

“O radicalismo humano é terrível. Porque a sabedoria é o caminho do meio. Caminho sóbrio, equilibrado, que vê os fatos, que vê as coisas como elas são e não através das próprias paixões ou repulsões”.

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CURIOSIDADE: acontecimentos históricos e empresas que foram fundadas durante ou logo após a onda de avistamentos de OVNIs dos anos 50 e 60:

(Acredita-se que muito do avanço tecnológico Americano pode ter tido origem ou influência indireta da engenharia reversa feita em espaçonaves abatidas).

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